Devido à prorrogação do prazo de inscrição ao Enem 2010 – Exame Nacional do Ensino Médio, os inscritos que não conseguiram isenção deverão efetuar o pagamento da taxa de inscrição o dia 20. O boleto deve ser gerado na página de acompanhamento da inscrição. Pagamento pode ser feito através da rede bancária.
A taxa de inscrição ao Enem é de R$ 35,00 e estão isentos de pagamento os estudantes do último ano do ensino médio em escola pública. Para esses alunos, o sistema não oferece a opção de gerar boleto.
Participante que tenha concluído o ensino médio em escola pública antes de 2010 não é automaticamente isento, mas pode solicitar a isenção caso seja membro de família de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade econômica. Da mesma forma, estudantes de escolas particulares e pessoas com mais de 18 anos que não tenham concluído o ensino médio e estejam buscando certificação também têm essa opção.
São vulneráveis econômicamente para o INEP os estudantes com renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo, ou a que possua renda familiar mensal de até três salários mínimos.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) tem o direito de, a qualquer momento, solicitar a comprovação através documentos. Em caso de falsa declaração o participante poderá responder por crime contra a fé pública, o que acarretará sua eliminação do exame.
O Inep está checando as informações prestadas pelos solicitantes de isenção de taxa e aprovando os pedidos no decorrer das inscrições. Portanto, é importante que o candidato que tenha se inscrito como isento acesse a página de acompanhamento até que sua situação de inscrição traga a informação de que sua declaração de carência foi aprovada. Em caso de não aprovação, o candidato deve gerar boleto e efetuar pagamento dentro do prazo para garantir sua participação no Enem 2010.
Caso tenha declarado carência por equívoco, o inscrito pode acessar o sistema de acompanhamento da inscrição, corrigir a informação e, em seguida, gerar o boleto.
O valor referente à taxa de inscrição não será devolvido, mesmo com mudança de data de realização do exame ou em razão de pagamento efetuado em duplicidade.
Pagamento da Taxa de Inscrição do Enem 2010
CPF volta a ser obrigatório para inscrição no Enem 2010
A informação é do MEC. Segundo o Ministério da Educação a liminar que desobrigava a apresentação do número do CPF para inscrição no Enem 2010, concedida a pedido do Ministério Público Federal (MPF), foi derrubada nesta sexta-feira. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região acatou o recurso impetrado pelo MEC para a volta da obrigatoriedade.
O ministro Fernando Haddad já tinha declarado que as inscrições para o Enem 2010 seriam prorrogadas até o dia 16 de julho e o valor das inscrições permanece em 35 reais com gratuidade para egressos de ensino médio em escola pública.
As datas das provas estão mantidas nos dias 6 e 7 de novembro.
Enem 2010 e Teoria de Resposta ao Item TRI
No Brasil a Teoria da Resposta ao Item (TRI) tem sido empregada principalmente na produção de índices de proficiência para alunos que respondem a testes de avaliação educacional em larga escala. O exemplo mais evidente é a sua utilização no Enem 2010 – Exame Nacional do Ensino Médio.
O Enem 2010 utiliza a mesma Matriz de Referência do Enem 2009, sendo composto por quatro provas objetivas, contendo cada uma 45 (quarenta e cinco) questões de múltipla escolha, e por uma proposta para redação. As quatro provas objetivas avaliarão as seguintes áreas de conhecimento do ensino médio e respectivos componentes curriculares:
- Prova I – Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação: Língua Portuguesa, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), Artes e Educação Física;
- Prova II – Matemática e suas Tecnologias: Matemática;
- Prova III – Ciências Humanas e suas Tecnologias: História, Geografia, Filosofia e Sociologia;
- Prova IV – Ciências da Natureza e suas Tecnologias: Química, Física e Biologia.
Conforme diversos autores (ver, por exemplo Baker, 1993), a teoria a resposta ao item surgiu com os trabalhos pioneiros de Lord (1952) e Rasch (1960). Esses autores foram os primeiros a propor modelos estatísticos paramétricos para itens de testes, que associavam a probabilidade de uma dada resposta (inicialmente, certa ou errada) a uma variável latente (não observada) interpretada como sendo a proficiência ou habilidade dos respondentes dentro de um contexto de testes para avaliação educacional ou avaliação psicométrica. Inicialmente, foi utilizada a distribuição normal acumulada na especificação do modelo. Birnbaun (1968) sugeriu utilizar a função logística pois, pelo fato de ser uma função explícita dos parâmetros dos itens e da proficiência, é matematicamente mais convenientemente. Desde então, essa teoria tem tido notável avanço teórico, sendo que novos modelos têm sido incorporados, o que tem trazido grande versatilidade a suas aplicações.
É o caso dos modelos politômicos, que incorporam várias categorias das respostas (além das dicotômicas: certo ou errado), os modelos multidimensionais, que permitem produzir escalas para mais de uma variável latente associada, por exemplo, quando se admite à idéia de diferentes habilidades para o desenvolvimento cognitivo do aluno e, ainda, os modelos que incorporam comportamento diferenciado entre os itens em grupos diferentes – conhecidos como modelos para grupos múltiplos.
No caso da prova do Enem 2010 que é elaborada a partir da TRI e composta por questões de múltipla escolha (A,B,C,D e E), observa-se que, caso dois participantes acertem, por exemplo, 20 questões de uma prova específica cada um, ainda sim eles podem ter notas diferentes.
Isto se dá porque a cada questão da prova é atribuído um grau de dificuldade diferente (além dos parâmetros discriminação e o sistema antichute que integra a prova). Suponhamos que o participante tenha acertado 15 questões consideradas como fáceis e 5 como médias, e o outro tenha acertado 15 questões fáceis, 2 médias e 3 difíceis. Como as questões possuem graus diferentes, é natural que a nota final seja diferente. Outras variáveis também são agregadas ao resultado, como por exemplo a comparação entre grupos de provas, que podem ser correlacionadas.
Para o Enem as definições atribuídas pelo MEC/INEP a estas variáveis são as seguintes:
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Questões agregadas por determinado grau de dificuldade;
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Vários níveis de dificuldade;
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Sistema antichute;
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Provas diferenciadas.
Portanto fique atento na leitura e resolução da prova, não deixe nenhuma questão sem resposta, mas evitando os chutes. Ao priorizar questões você poderá deixar de lado uma questão que vale mais por outra que pouco agregará à sua nota final.